Tratamento Psicológico

A psicoterapia faz uso da fala: do que a pessoa fala sobre o que a faz sofrer. Na psicoterapia, falar é o tratamento.

A peculiaridade desse “falar” é que, diferente da conversa com um amigo, a fala é dirigida a uma pessoa imparcial, um profissional que, dotado de uma escuta diferenciada, é capaz de reconhecer e trabalhar com a pessoa os pontos de impasses que a atrapalham na vida, que a fazem sofrer.

O tratamento pela fala é a via pela qual se pode ir além da visão sintomática da doença, compreendendo-a num contexto mais amplo, conferindo eficácia para o tratamento.
A psicoterapia pode ser procurada por qualquer um que queira saber mais sobre si, mas é desejável que ela seja procurada por uma pessoa que sofre, que disso se queixe, que se interrogue sobre o motivo do sofrimento e que dele queira se livrar. Parece banal, mas é decisivo.
Assim, o tratamento psicológico é indicado em várias situações, sobretudo naquelas em que a pessoa percebe que os recursos que utilizou até então -  conversas com familiares ou amigos, leituras, tratamento medicamentoso etc. - já não a ajudam mais a superar os problemas que enfrenta. 
Outras vezes, ele é indicado para pessoas que já receberam um diagnóstico específico, tais como depressão, transtorno bipolar, síndrome do pânico, transtornos alimentares etc. Quadros mais graves como psicoses, esquizofrenias e dependências químicas também podem se beneficiar da psicoterapia.
A psicoterapia pode ser individual, de casal ou familiar; apenas uma avaliação do contexto em que o problema se apresenta pode dizer qual a terapia mais adequada.

 

Tratamento Psiquiátrico

O tratamento psiquiátrico tem a prerrogativa de fazer uso do arsenal medicamentoso para o tratamento dos males da mente. Contudo, os psicofármacos são remédios para sintomas, não para doenças. Quando uma ruptura emocional acontece e os sintomas ficam insuportáveis, quando a produtividade que dá sentido à vida fica lesada, quando as relações se mantêm com dificuldade ou já não se mantêm, faz-se uma escolha pelo uso da medicação.

A decisão é sempre feita caso a caso, em uma avaliação séria e responsável do psiquiatra com o paciente e, em alguns casos, com o psicólogo.